A depressão deprime-me

Outubro 16, 2009 at 1:36 pm (À primeira vista)

28 milhões de embalagens de psico-fármacos em 2008, num país de 10 milhões de habitantes! É trágico!

A depressão é um sintoma e não uma doença. Esta doença pode ser um modo de vida desajustado, um trauma, a exclusão social, simples inadaptação à vida, entre outras. Então a única forma positiva de tratar a depressão é resolver os problemas que estão na sua origem. Entretanto podem-se tomar uns anti-depressivos como paliativos, em casos mais graves ou de resolução morosa. Mas não é isto que se faz em grande parte dos casos (nesse caso o consumo não seria de certeza tão elevado): Na maioria das vezes entende-se o alívio do medicamento como se fosse a cura, o que é gravíssimo, pois passa a haver uma dependência de drogas que vem piorar a vida dos doentes.

Quantos jovens começam a sua idade adulta com muletas psico-activas, perdendo a oportunidade de robustecer o seu carácter? Quantos adultos com idade para ter juízo consomem psico-fármacos como simples forma de se doparem, para enfrentarem uma vida de exigências sobre-humanas, em vez de baixarem o seu ritmo de vida para níveis aceitáveis? Estamos a criar uma sociedade muito doente de alienados, zombies dopados, profundamente infelizes, sem prazer, incapazes duma reacção. Uma sociedade em que cada pessoa é um membro sem capacidade de se auto-gerir, influenciável e manipulado, em que o terapeuta dita as regras e decide quem é feliz. O vazio de cada existência não está a ser preenchido pela procura consequente duma razão para existir, os elos estão-se a quebrar, os mecanismos de auto-satisfação automatizam-se artificialmente. Enche-se a vida de futilidades e para embrulhar tudo mete-se uma pitada de drogas na mistura. Somos humanos ou cobaias num gigantesco laboratório?

Muitas vezes o que é necessário é encarar os problemas, resolvê-los de forma determinada, com dor, com sofrimento, mas definitivamente. Ora quando se tem a consciência alterada por fármacos isso dificilmente acontecerá. Vivam a vida, assumam as vossas opções, encarem a realidade sem drogas, o único tratamento é terem coragem e amor!

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Posta anti-procrastinação

Julho 7, 2009 at 8:34 am (À primeira vista)

Anti-procrastination post!!

Obr SOD :D

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E se eu tivesse um destino?

Junho 4, 2009 at 10:33 pm (A nata do pastel)

O destino é um desfecho lógico, corolário duma elaborada tese ou de breve antítese. Não sou místico, o destino será simplesmente uma perspectiva da vida. Mas nem todos a exibirão obrigatoriamente. Apenas quando numa vida errática tudo acaba por bater certo, então sim, dizemos “estava destinado”.

Quem incorre na persistência e com todas as forças percorre um caminho, seja ascendente ou de destruição, provavelmente não tem um destino – apesar de o crer. Quem luta uma vida inteira poderá chegar muito longe, mas provavelmente não tem um destino – pelo menos não aquele que pensa. Porque o destino não se faz, acontece.

E sucede tão tragicamente, de forma tão maravilhosa, que no instante em que o reconhecemos, lívidos e chorosos, temos um lampejo de compreensão do que é, na verdade, a vida. Então revisitamos cada episódio duma vivência fragmentada, juntamos os cacos e balbuciamos, babados e ranhosos, que foi o destino.

Há quem diga que todos temos nosso fado, e o fado é uma forma triste de destino, ou de lá chegar. Não se sei se afinal todos o temos. É possível que sim, mas concerteza só poucos o conhecem. Hoje tive um vislumbre de qual poderia ser o meu. Mas ainda falta cumprir, portanto falta tudo, portanto não tenho um.

Mas, e se eu tivesse mesmo um destino? Morreria no instante em que o reconhecesse, feliz e apoplético. Como acontece a todos os que o cumprem: passam a integrar o panteão dos grandes homens, bons ou maus. Mesmo que os seus corpos permaneçam entre nós, existe um abismo vertiginoso que nos separa e nada do que é mundano lhes pode tocar.

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O tempo e o espaço I

Junho 3, 2009 at 9:57 pm (A nova Dimensão) ()

Introduzi uma nova dimensão, agora vou retirar outra.

Desde há muitos anos que me contraria ter de considerar o tempo como uma dimensão. É demasiado diferente das dimensões espaciais – como a minha por exemplo. E tem a particularidade irritante de não poder ser percorrido no sentido negativo, o que o distingue e afasta das restantes dimensões.

Para que precisamos de tempo? Para separar dois estados diferentes. Se antes um objecto estava em X=(0,0,0) e depois está em Y=(1,0,0), é razoável interpor entre estes dois estados alguma coisa; usamos o tempo para isso. Depois contabilizamos esse tempo pelo número de vezes que outras coisas alteraram a sua posição (da Terra em relação ao Sol) ou outra medida mais precisa mas seguindo a mesma lógica.
Se pensarmos que as deslocações se fazem iterativamente, no entanto, podemos dispensar o tempo como dimensão chave do nosso Universo. Por exemplo, se um ponto se desloca segundo a função

Xi=X(i-1)+(0.5,0,0)

Então serão precisas duas iterações para ir de X a Y. A velocidade, supondo que cada unidade do nosso referencial é ortonormado, é de 50cm/iteração.

Assim compreendemos melhor porque não podemos voltar atrás no tempo: as iterações incidem sobre o estado actual e levam-no ao estado seguinte. Ainda ninguém (que eu tenha conhecimento) conseguiu inverter as iterações do Universo.

Retiro assim uma dimensão ao Universo. Ficamos com as 3 já conhecidas mais a minha.

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Novo capítulo

Maio 5, 2009 at 11:31 am (A nova Dimensão)

Já apresentei as ideias, relativas à nova dimensão, que tinha quando decidi publicá-las em blog.

Há vislumbres de outras revelações… Gostaria de falar mais sobre fractais e sobre a dimensão destes objectos (como se relaciona com a minha dimensão?), mas falta-me estudo. Assim, não tenho nada consistente para acrescentar ao assunto, neste momento, nem mesmo neste espaço tão pouco fundamentado desde o início.

E agora?

Tenho tido mais ideias e vou falar sobre elas. Talvez não sejam imediatamente sobre a nova dimensão, mas talvez se relacionem afinal.

Inicia-se aqui um novo capítulo.

Cenas do dito? Fórmulas para geração do espaço (verdadeiramente!) real e uma nova visão sobre a dimensão tempo, que exigirá depois a transposição de todos os conceitos físicos para este novo paradigma.

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Momentos felizes

Março 28, 2009 at 12:24 am (A nata do pastel) ()

Enquanto o pau vai e vem
Folgam as costas
E ponho-me a pensar
Num bater de asas soalheiro

Dou um passeio sem destino
Bem disposto, folgazão
Encosto-me ao burburinho
E adormeço depois do amor

Ainda no primeiro contacto
Em que a verdasca encostada
À pele, sem ferir, permanece
Medito feliz e suspiro

Entre um grito e o seu eco
Ainda nem o sangue brota
Choro de alegria, extasiado
A sonhar mundos futuros

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Para quê uma nova dimensão? Parte II.II

Outubro 9, 2008 at 10:58 pm (A nova Dimensão)

Os pontos fronteira de um corpo são de enumeração bastante complicada, como tentei mostrar no exemplo anterior. Mas mesmo os pontos interiores podes sê-lo igualmente.

Imaginemos um copo de vidro a passear no espaço. Se um fotão entretanto atravessar o copo de um lado ao outro sem chegar a ficar lá retido… Penso que nesse caso, mesmo a nível atómico, o fotão não terá qualquer influência no sistema “copo de vidro”: nem na sua temperatura, nem no seu movimento (se estiver errado comentem sff). Então, apesar de estar dentro dos limites da superfície do copo, poderemos afirmar que pertence ao copo?
O sistema “copo de vidro” é um sistema que está definido no nosso mundo.. no nosso Tamanho. Um fotão pertence a outra dimensão de Tamanho. Por isso os dois podem coexistir sem interferência.

Bom, eu próprio não estou muito convencido do que disse, porque realmente há ínumeras interacções entre fotões e átomos. Tomem o exemplo como uma parábola.

Estima-se em aproximadamente 25% a matéria do nosso universo que ainda não foi descoberta. É uma larga porção do universo, sobre a qual ninguém ainda pôs a vista em cima! Essa nossa cegueira permite-me especular: poderá ser matéria que simplesmente não interage (directamente) com esta nossa dimensão Tamanho. Partículas não organizadas em átomos, que passam pelos aparelhos dos nossos cientistas, pelos átomos do meu corpo, e por todo este nosso mundo, que simplesmente são demasiado infinitesimais para alguém ou algo as detectar. Se esta matéria existir, e se estiver dentro do nosso copo de vidro, não poderemos dizer que pertence ao copo, pois não interage com ele. Está no copo nas dimensões de espaço-tempo, mas não está no copo na dimensão Tamanho. Atravessá-lo-à sem nunca lá ter estado. Como não estaria a água se apenas chegasse àquela posição uma hora depois do copo lá ter passado.

Eis então um caso em que a dimensão Tamanho é (ou será… ou seria) necessária para caracterizar um sistema.

PS: Entretanto estudei mais um pouco e tomei conhecimento da existência do neutrino. A cada segundo, muitos triliões de neutrinos chegam à Terra. Mas poucos ficam por cá: praticamente todos a atravessam sem qualquer interacção. Calculou-se que a sua massa seja 1/10 000 000 a do electrão, já de si insignificante. Serve assim esta partícula para substituir o fotão do exemplo que dei aqui; E o copo de vidro pode ser substituído pelo planeta Terra!

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Sobe o pano

Junho 10, 2008 at 12:59 pm (A nata do pastel) ()

Para ver, pagas bilhete e sentas-te na bancada; Para viver, sobes ao palco e participas no espectáculo.

Há um improviso constante a decorrer no proscénio infinito. E uma algazarra de Revista no centro da cena. Aos poucos vais-te embrenhando no arraial, descobres mais e mais colegas desempenhando o seu papel. Vês um cenário grandioso à tua volta… A alguns passos de ti reparas que tem mais cor, recebe mais luzes dos projectores e onde a acção flui mais animada. As luzes… as brancas tão alvas!, as coloridas tão envolventes! Que destaque tomam na oposição às trevas da plateia que não vês! Como se Deus fosse o espectador e as luzes o nosso caminho para Ele. A luz enebria, enleva-te, dilui-te na massa de gente que contracena e se acotovela gritando. Nínguem segue o guião inexistente, todos inventam as suas deixas inspirados ao momento pelo êxtase do palco. Entras na convulsão, estendes as mãos e gesticulas. Num passo de magia, inventaste um papel para ti, sentes-te parte da história, um personagem como os outros que procuram luz e aplausos.

Lembras-te donde vieste? Jamais lá voltarás.

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Olha

Maio 27, 2008 at 9:47 pm (A nata do pastel) (, )

Olha
Flora que destruímos
Animais que matamos
Tanto sangue, tão infames!

Olha
Mares que poluímos
Peixe que intoxicamos
Tantos loucos, tão insanes

Refrão

Olha à tua volta
Vê a destruição
O céu já sem beleza
Espelhando o betão

Olha para ti
Não te sentes um pouco mal
Amando a Natureza
Serás mais racional

Olha
Desertos que se expandem
Glaciares a derreter
Tantos gritos, tanto muro

Olha
Venenos que se vendem
A gente a sofrer
Tanta cria sem futuro

Refrão

Olha à tua volta
Vê a destruição
O céu já sem beleza
Espelhando o betão

Olha para ti
Não te sentes um pouco mal
Amando a Natureza
Serás mais racional

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Para quê uma nova dimensão? Parte II.I

Maio 24, 2008 at 3:03 pm (A nova Dimensão)

A grande ciência dos dias de hoje é feita nos limites do nosso mundo: no infinitamente grande ou no infinitamente pequeno. As fronteiras do conhecimento estão antes dos átomos, nos quarks ou bosões estudados em velocidades aproximadas à da luz, e depois das galáxias, a alguns milhões de anos-luz de distância. As leis vão-se especializando, e complicando, à medida que o conhecimento avança e fica mais detalhado. A 2ª lei de Newton foi aceite e usada com estrondoso sucesso até que Einstein acrescentou que tal só seria grosseiramente aceitável para velocidades reduzidas… como as que encontramos no quotidiano. Por estes dias já se questiona a Teoria da Relatividade em casos particulares… ainda mais particulares dos que as excepções que Einstein encontrou que fugiam às leis de Newton.
Serve este intróito para justificar o próximo exemplo de como a dimensão tamanho é necessária para alguns casos muito pormenorizados.

Em toda a Física se fala em partículas e em corpos. As partículas são uma abstracção e não existem. Os corpos são analisados como tendo uma superfície regular e passível de descrição matemática que é uma abstracção e não existe.
Quando vejo futebol no estádio, a bola parece-me perfeitamente redonda, mas para um jogador no campo essa bola é afinal um icosaedro truncado (embora duvide que ele saiba isso). De qualquer das formas, a área da bola é ainda bastante fácil de calcular. Mas analisando mais de perto, as costuras são bastante irregulares e usando um microscópio vemos que a superfície da bola é afinal um terreno bastante acidentado.
Como calcular a área nesta situação? E se complicarmos mais?: Se virmos ao nível atómico, como calculamos a superfície? Unindo os átomos que estão à superfície com uma linha imaginária? Mas quais são os átomos que estão à superfície? E se tivermos dois átomos devemo-los unir directamente ou passar por algum outro que esteja ao meio mas mais no interior? Talvez o melhor seja considerar a superfície da bola como a superfície de cada um dos átomos que a constitui? Boa, então vamos passar ao cálculo da área do átomo e entrar novamente no ciclo que nos levará ao cálculo da área do electrão e do protão e depois dos seus constituintes e… nunca mais conseguimos sair deste problema. Daqui surge a expressão “Ora bolas”…

A conclusão é que temos sempre de “arredondar”. E, caros leitores, chega de idealizar: Os arredondamentos, as simplificações, fazem parte da própria ciência. São uma ferramenta imprescindível na análise de qualquer sistema. São um dado de qualquer sistema,! fazem parte da sistematização!

Quando se estuda o movimento duma bola no campo de futebol, não interessa assim tanto se é irregular a nível atómico, claro. Se estudarmos o comportamento químico (por exemplo a resistência ao desgaste) da bola, aí as moléculas interessam bastante e logo também os seus átomos. O que temos de definir à partida, é: Qual a Dimensão do sistema que vamos estudar. Qual o Tamanho do nosso objecto de estudo. E é aqui que entra a nova dimensão, como uma variável do sistema.

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