Sobe o pano

Para ver, pagas bilhete e sentas-te na bancada; Para viver, sobes ao palco e participas no espectáculo.

Há um improviso constante a decorrer no proscénio infinito. E uma algazarra de Revista no centro da cena. Aos poucos vais-te embrenhando no arraial, descobres mais e mais colegas desempenhando o seu papel. Vês um cenário grandioso à tua volta… A alguns passos de ti reparas que tem mais cor, recebe mais luzes dos projectores e onde a acção flui mais animada. As luzes… as brancas tão alvas!, as coloridas tão envolventes! Que destaque tomam na oposição às trevas da plateia que não vês! Como se Deus fosse o espectador e as luzes o nosso caminho para Ele. A luz enebria, enleva-te, dilui-te na massa de gente que contracena e se acotovela gritando. Nínguem segue o guião inexistente, todos inventam as suas deixas inspirados ao momento pelo êxtase do palco. Entras na convulsão, estendes as mãos e gesticulas. Num passo de magia, inventaste um papel para ti, sentes-te parte da história, um personagem como os outros que procuram luz e aplausos.

Lembras-te donde vieste? Jamais lá voltarás.

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