Livros lidos: O último adeus português


«Se pensa que percebe o que se passa em Angola, é porque não percebe nada e o estão a enganar». Assim resumia alguém o estado de coisas neste país, durante a guerra colonial. Naquele palco se confrotavam então todas as forças mundiais da época: norte-americanas, cubanas, sul-africanas, congolezas, chinesas, do Portugal fascista e anti-fascista, colonialista e libertador, da aspiração à independência dos Angolanos e dos portugueses nativos, das forças armadas portuguesas, da política de Salazar, das alas liberais e conservadoras, dos mercenários e do grande capital e etc. etc. etc… Todas com duas faces.

O que este livro faz é expor ao máximo todas estas dicotomias, como um espelho fragmentado, em que cada pormenor é visível em vários pequenos cacos. Não ficamos com a imagem total, límpida e abragente do todo. Mas dá uma grande ajuda.
Preferia uma arrumação cronológica dos assuntos. Nada disso. O autor faz-nos andar no tempo para a  frente e para trás. Cruza os intervenientes no seu apogeu para mais à frente nos explicar o início do seu envolvimento.

Não fiquei a pensar que percebi tudo o que se passou em Angola durante a guerra e descolonização. Pela frase inicial, suponho que aprendi qualquer coisa😉

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